Estamos até em certo ponto da vida tecendo um casulo, mesmo
não querendo, aguardando aquele momento em que decidiremos quem seremos, aquele
momento em que decidiremos ser alguém na vida, pra vida, enquanto estamos nessa
de tecer nosso cantinho único no mundo, na nossa consciência, esse cantinho
casulo, formado de nossas experiências de vida, nossas heranças culturais, mas
muito mais importante que isso, nosso poder de decidir dar nossa cara à aquilo
que aprendemos da vida, enquanto vamos tendo nossa relação no dia a dia, os
insights de luz sobre a percepção, as decepções traumatizantes, os abraços
carregados de ternura, ou os golpes de nós contra os outros, nisso tudo vamos
tecendo esse tal casulo inconcebível em forma física, mas real de forma
psicoespiritual, ah sim o casulo, de onde sairemos alguém formado, alguém com
uma identidade cultural, social e existencial.
Ok, esse momento é algo no qual não decidimos faze-lo não
acontecer, podemos até tardiá-lo, ou para alguns isso chega de forma muito
rápida, mas isso ainda é algo muito sútil à vida, o que eu gostaria de dialogar
é, “o enquanto no casulo”, essa é a fase que decidimos por nós mediante a tudo
aquilo que nos envolve como experiência de vida e perspectiva de mundo, nessa
hora é que decidimos sermos meros reflexos/imitações, ou levarmos nossa bagagem
dando importância aquilo que nos apetece, advindo de outros, mas com nossa
cara, nossa identidade. É essa àquela hora que abrimos os olhos e falamos ao
mundo “estou aqui como sou”, cara isso é maravilhoso, podemos responder à vida
por nós, nos responsabilizando de nós, por nós, conscientes de nós no mundo e
do mundo conosco inserido com todos.













