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“Há tantos quadros na parede, há tantas formas de se ver o mesmo quadro”, começo aqui com uma citação da música Ninguém é igual a ninguém (Engenheiros do Hawaii), um breve monólogo reflexivo sobre o interior vs exterior pessoal, isto é, quem nós realmente somos contra quem tentamos mostrar ser.
Estava eu há alguns dias atrás me sentindo um tanto quanto vazio, e esse vazio já estava vindo comigo há algum tempo me tirando talvez a sanidade de saber quem “sou” eu, pois em uma busca desesperada por preenchimento, mesmo sabendo do que eu precisava, eu não buscava isso, buscava tudo o que me saltava aos olhos a fim de me preencher, mas tão somente eu me enchia e não me preenchia, me enchia de mais vazio (mentira, hipocrisia, julgamento de condenação quanto aos outros, ou seja, o pecado.) e nessa hora eu cheio do nada, me escondia de mim, dos outros e ilusoriamente tentava me esconder de Deus. Nessa hora eu me escondia atrás de uma capa vermelha, em uma roupa com um “S” no peito, com intuito de que todos os que eu estava me escondendo, me vissem, vissem o quanto eu estou forte, o quanto estou correto comigo mesmo, o quanto eu sou um Superman.







